sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Poesia
Flor Serrana
Helena Ferreira
Nasceu a Flor Serrana
Acordada pelos sorrateiros raios de sol.
Em meio a campos, soberana,
A flor preguiçosa em suas manhãs,
Aparecia como um girassol.
Verdes as suas matas,
Rios e cascatas,
Em noites de lua cheia, naquelas bandas,Amantes da boa músicaFaziam serenatas. Terra onde Deus ungiu com fartura nos campos
Tudo que se plantava colhia
Terra de solo fecundo
Por ti um amor tão profundo
Como jamais se sentia.
E o barulho dos carros de boi
Trazendo os grãos
Todo dia, todo dia,
Com o trabalho em suas mãos,
Vai José, vai Maria.
Bem definidas eram as estações
Com inverno tão frio
Chuvas de verão
E na primavera flores se abriam
Num lindo e perfeito contraste da hera no chão.
E os pássaros entoavam lindas canções
Cantando a melodia,
Que encantavam os corações,
Em perfeita sintonia,
Em suas quatro estações.
Eu sonhava em ser um poeta, Um trovador,Falar da minha terra,Em simples versos de amor. Passaram-se dias, meses e anos...Por ali nada mudava Apenas a beleza ao ver a natureza,Que sempre renovava. E agora em meio a prédios,
Vejo essa flor crescer,
E o progresso nascer.
E o trabalho faz coroar
Flor Serrana,
A rainha desse lugar.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
TIA AVÓ
TIA AVÓ
Helena Ferreira
Que gracinha da minha tia avó
Borda meu vestido azul
E tricota meu paletó!
Faz de fitas
Meu vestido de anjo
Para os domingos de maio.
Depois do sarau
Beija-me na testa
Para me ver fazer festa...
Compra-me um cavalinho de pau
Uma porção de balas Chita
Ensina-me pular amarelinha
Brincar de roda
Passar anel...
Faz de mim a garota mais bonita.
Que gracinha da minha tia avó!
Children and their childish
Children and their childish
Helena Ferreira
In my mornings
Everything seems reborn
I hear the song of birds
And watch the sunrise.
A gentle breeze
Wakes up the daisies
Singing announces
Another morningflowering.
From the window I can see
The blue color of the sky
Clouds pass fast
Forming a white veil.
Bows of ribbon in her hair for girls
And they run with their braids
Jumping shake their dresses ...
With all the tenderness of children.
Chasing butterflies
Children with their childishness
Stumble, fall and rise ...
These children and their childish ...
But being a child now
Closed in apartments
Do not play in the wind
There are more free as before.
Ah! How good to see the children ...
With their childish! ...
Helena Ferreira
In my mornings
Everything seems reborn
I hear the song of birds
And watch the sunrise.
A gentle breeze
Wakes up the daisies
Singing announces
Another morning
From the window I can see
The blue color of the sky
Clouds pass fast
Forming a white veil.
Bows of ribbon in her hair for girls
And they run with their braids
Jumping shake their dresses ...
With all the tenderness of children.
Chasing butterflies
Children with their childishness
Stumble, fall and rise ...
These children and their childish ...
But being a child now
Closed in apartments
Do not play in the wind
There are more free as before.
Ah! How good to see the children ...
With their childish! ...
Crianças e suas criancices
Crianças e suas criancices
Helena Ferreira
Nas minhas manhãs
Tudo parece renascer
Ouço o canto dos pássaros
E vejo o Sol nascer.
Uma suave brisa
Acorda as margaridas
Cantando anuncia
Mais uma manhã florida.
Da janela posso ver
O colorido azul do céu
Nuvens passam rápidas
Formando um branco véu.
Laços de fitas nos cabelos das meninas
E elas correm com suas tranças
Pulando seus vestidos balançam...
Com toda a ternura das crianças.
Correndo atrás das borboletas
As crianças com suas criancices
Tropeçam, caem e se levantam...
Essas crianças e suas criancices...
Mas ser criança agora
Fechadas nos apartamentos
Não brincam ao vento
Não são mais livres como outrora.
Ah! Como é bom ver as crianças...
Com suas criancices!...
Assinar:
Postagens (Atom)